Thamyla Cristina Brischiliari Artesã e Artista de Rua De Colombo-PR para as viagens nas estradas da vida
Thamyla Cristina Brischiliari
Artesã e Artista de Rua
De Colombo-PR para as
viagens nas estradas da vida
“Desde os 17 anos eu me descobri artesã e
artista de rua procurando um encontro comigo mesma- minha família não entendeu bem,
pois até então levava uma vida dentro dos padrões sociais. Não foi fácil no começo
para mim, nem para eles. Desde pequena minha mãe relata que eu pegava tudo que
eu achava na rua, se tivesse um pouquinho de esmalte, um corante ali e outra
coisa ali, eu juntava tudo e fazia uma arte com aquilo. Eu sempre pintei o meu quarto,
sempre fiz as minhas roupas...hoje, o que eu mais gosto de fazer é o macramê.Eu
estudava em um colégio, e um amigo me chamou para sair; no caminho ele tirou
uma folha da árvore e fez uma pulseira de macramê.Depois daquele dia eu
procurei saber mais sobre a arte do macramê –contudo, eu sabia que só ia
descobrir isso de verdade se eu fosse para a rua.Sai do emprego que eu tinha,
peguei o acerto, comprei tudo em material .E fui tentando, me inspirando...Dia
27 de dezembro de 2013 falei: -mãe eu vou sair
viajar.Ela questionou sobre
deixar o conforto
do lar e ir para a rua... e eu fui...me desapeguei de tudo.O
lance era o desapego... Boa parte da
família falou:-Ela está louca,-ela pirou-ela usa drogas... Contudo minha mãe falou:-Se
é isso que ela quer. -Se é isso que ela escolheu para a vida dela, então tudo
bem, vamos aceitar...a única coisa que
minha mãe me pediu foi para manter contato.Desde que eu peguei a
primeira linha, o primeiro arame eu não abandonei mais – eu abandonei outras coisas ... Eu Vivo da Arte- só da arte-
não tenho residência fixa- eu não quero parar em nenhum lugar...não quero a monotonia,
a rotina, se quisesse teria um emprego fixo...”Conta Thamyla
A artesã relata algumas situações
constrangedoras que teve na rua em especial por ser mulher, mas saiu de todas
elas com jogo de cintura- relata também que existe uma discriminação, um rótulo
em relação ao artista de rua pois, alguns bebem e usam drogas. Mas não são
todos assim, o que ela faz é o seu trabalho - seu ‘ganha pão’ que sustenta sua pequena
filha.
“Tem problemas claro, faz parte
do processo. Agora a parte boa rola toda a hora... O tempo todo no meu
trabalho... A resistência faz parte... Falta sensibilidade também da sociedade
em separar as coisas... e aceitar essa opção de vida de nós não vivermos como
eles queiram que a gente viva. E a melhor
Arte que tem é a Arte de viver... Tem gente que demora anos para perceber,
e tem gente que morre sem perceber isso...”
Finaliza sorrindo e feliz a jovem artesã.
Matéria
Itala Tosin DRT/PR7028
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